sábado, 18 de outubro de 2014

carta para Nina

Minha filha querida, hoje mamãe leu uma linda carta, escrita pela mamãe da Helena, mas que, com certeza, poderia ser escrita para você.
Uma carta cheia de amor, ternura, delicadeza e sensibilidade que transcrevo aqui porque precisei compartilhar, para que um dia você possa ler e entender tudo que fizemos para você ser feliz.

Seja feliz, nossa linda e amada MARINA!

Segue a cartinha, um tiquinho adaptada, mas com os devidos créditos ali em cima!

É uma questão histórica a narrada necessidade da mulher de precisar de um relacionamento que a proteja, complete e estruture toda a vida. Há oito mil anos atrás era necessário para a perpetuação da família e a raça humana. O casamento é algo social, político e uma exigência para a moral.Nos explicam isso desde cedo. Durante a infância fazem piadas que teremos vários namoradinhos. Na adolescência é esperado que aconteça o florescer do amor por outro homem, aquele que irá nos ensinar como sua presença é necessária. Também é comum dizer que é preciso estudar para casar, porque vai que ele te dá um pé na bunda, você não pode ficar triste, porque terá dois filhos para criar. E veja bem, se o ato de ter uma família é um dever, o de criar os filhos da forma mais perfeita possível é uma exigência.Querida, eu fui criada para acreditar que se fosse violentada, humilhada ou diminuída, nada disso seria pior que ficar sozinha. Criar filhos sozinha seria o decreto da minha infelicidade. Ninguém me disse que eu podia não casar, não namorar, não ter filhos. Dizer não e ponto.Aliás, nunca nem me foi falado de amor, me foi falado de dinheiro, casa, carro, faculdade e fazer a escolha certa. Por isso me sinto imensamente feliz em lhe escrever que você não precisa de ninguém para ser feliz. Você jamais irá se isolar do mundo, das pessoas, de sentir coisas e vivencia-las, mas tudo parte de escolhas.Você pode ser imensamente realizada sem uma família ou com uma família que não seja “padrão”. Pode conhecer a plenitude na maternidade ou não. Você não necessita daquilo que julgam necessário para ser uma pessoa realizada, a única ferramenta necessária é acreditar que você pode ter tudo que precisa para conseguir isso sem agradar as exigências alheias. Que pode escolher o que funciona para você ou compreender, quando situações que fogem do controle surgirem, que o que determina o mundo é o seu ponto de vista.Eu me basto. Com trinta e poucos anos de idade aprendi que não preciso do seu pai, de um diploma, de um trabalho perfeito ou de uma casa bonita. Eu escolhi estar na família que estou. Eu escolhi te ter e cultivar o maior amor do mundo. Eu escolhi fazer as escolhas de acordo com aquilo que sou.E, faça isso. Se ame mais do que eu um dia irei te amar. Me diga não, me chame para conversar por horas sobre os seus sonhos, me conte as razões que te levam a sorrir. Sorria por coisas simples e jamais, jamais ame em vão. Não ame por status, por bens ou por pessoas. Ame porque você tem tanto disso dentro de si que transbordou e virou uma flecha que atingiu alguém.Ame meninos, meninas, flores, árvores, o moço sentado no último banco do ônibus ou a garotinha que está brincando no parque com a mãe. Ame o brilho nos olhos de alguém e a luta diária de pessoas que ainda sonham com uma vida melhor. E se você encontrar alguém que vá te fazer feliz todos os dias da sua vida ou uma semana dela, sorria. Isso é muito mais do que se pode esperar de dias chuvosos e do calor do verão.

Com amor,Mamãe.

6 comentários:

  1. Nossa,
    lindo texto.
    Sempre em primeiro lugar o amor próprio. Pois só se amando a pessoa pode ser feliz.

    Ps: vi vcs no Barra Shopping hj, quase que levo minha pequena pra conhecer a tua!

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  2. Que lindo o seu amor Bibi, sendo registrado aqui. Nina vai amar qd ler tudo isso. Parabéns pela dedicação. bjs

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  3. Ana, sério que vc me viu?
    E por que não me chamou, menina!!! A Nina ia adorar conhecer a sua pequena! Ahhh....

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    1. Pois eu pensei em abordar vcs.
      Mas fiquei meio sem jeito,

      "oi, eu sou a Ana, acompanho a Nina desde a sua barriga".

      Fora o susto de ser abordada por uma mãe com uma menina de 2 anos pela mão e um de 7 meses em um carrinho.

      Mas da próxima eu abordo sim, agora pelo menos já preparei o espírito de vcs.
      Beijos

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    2. Eu acho que ia demorar pra entender... mas eu ia conseguir... hahahha
      Temos que combinar algo então!!!

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Pensa comigo?!?